SELIC 15,00% ▲ 0,00pp IBOVESPA 132.480 ▼ 0,4% IPCA (12m) 4,2% ▲ 0,1pp USD/BRL 5,42 ▼ 0,2% CDI 14,90% — estável IFIX 3.310 ▲ 0,3% SELIC 15,00% ▲ 0,00pp IBOVESPA 132.480 ▼ 0,4% IPCA (12m) 4,2% ▲ 0,1pp USD/BRL 5,42 ▼ 0,2% CDI 14,90% — estável IFIX 3.310 ▲ 0,3%

Categoria: Mercados

Notícias e análises dos mercados de câmbio, ações e renda fixa do Brasil e os internacionais

  • O tesouro dos EUA tenta conter as pressões sobre os juros, mas esse guerra também é difícil.

    O tesouro dos EUA tenta conter as pressões sobre os juros, mas esse guerra também é difícil.

    A semana foi agitada para todos os mercados. A principal fonte dessa agitação foi o maior mercado mundo, o de títulos da dívida dos EUA. A dívida da maior economia do planeta é de US$ 40 trilhões e continua subindo, por conta do déficit fiscal e da própria despesa crescente com juros. 

    A dívida alcançou o patamar de 122%, elevado mesmo para os padrões dos EUA.
    O déficit fiscal dos EUA está em 6% e é elevado para os padrões históricos

    À medida que os conflitos geopolíticos exigem uma redução das compras dos investidores estrangeiros, que ficam mais arredios a comprar títulos de uma potência em guerra, a demanda por esses títulos cresce à uma velocidade menor que o das emissões que são feitas. Além disso, o próprio setor privado emitiu muitas dívidas esse ano, sobretudo nos setores ligados à construção de data centers. A contabilidade de Wall Street registrou um total de US$ 800 bilhões em emissões de bonds corporativos para financiar a IA. Pesando ainda mais, há o choque do petróleo, derivado da guerra do Irã, que não dá mostras de terminar tão cedo. 

    Com os juros mais longos subindo e atingindo a maior taxa desde o período pré crise de 2008, todos os juros sobem nos EUA e no mundo. Desde o cidadão americano que precisa de hipoteca, ou uma empresa que precisa emitir um bond, ou um governo, como o brasileiro, que financia sua dívida, todos sentiram a alta dos juros dos EUA. Isso coloca a perspectiva de financiamento dos investimentos em grande desafio. Para tentar evitar a piora da situação, o Tesouro dos EUA anunciou que vai comprar seus títulos mais longo do mercado, financiando essa compra com emissão de títulos mais  curtos. Com isso, espera-se, as taxas mais longas podem recuar, dando um alívio ao mercado. Isso aconteceu, mas não resolveu o problema básico: o tamanho da dívida, o tamanho do déficit, a demanda privada por novas emissões de bonds e a alta da inflação derivada do choque do petróleo. O alívio pode ter sido efetivo, mas tem curta duração. O título de 30 anos do Tesouro dos EUA chegou a ser negociado a 5,35% aa na quarta-feira, dia 19/08/2026, e hoje está saindo a 5,25%, mesmo patamar da semana anterior. Parou de subir, mas ainda está muito alta.

    Taxa dos títulos de 30 anos do tesouro.

    Aqui uma nota sobre a condução da política nos EUA nesse período. O governo optou por uma política agressiva de redução dos impostos, por meio da lei de 2017, que colocou os impostos corporativos em 21%, de 35% em vigor até então, e das pessoas físicas, reduzindo alíquotas e aumentando deduções e, em 2025, por meio do One Big Beautiful Act , tornou todas as reduções anteriores permanentes e deu novas isenções, com uma gasto estimado em US$ 4,5 trilhões. Com a redução dos impostos, a tendência é de aumento do déficit do governo, ainda que exista uma crença entre os republicanos de que redução de impostos aumenta a taxa de crescimento e, com isso, aumenta a arrecadação. O fato é que o déficit subiu e essa alta é efetivamente percebida como permanente pelos investidores. Com déficits maiores, os custos fiscais para o financiamento aumentam.

    Dessa forma, Scott Bessent, o secretário do tesouro, sai a campo para tentar conter o aumento dos juros, mas tem pouca chance de obter vitórias definitivas. O próprio presidente do banco central, Kevin Warsh, não o ajuda nessa dura jornada, sinalizando que vai colocar no mercado os títulos públicos e privados que estão no balanço do FED, por conta das enormes compras realizadas no plano de estímulos em vigor desde a crise de 2008 e turbinado na pandemia. Tal plano, o Quantitative Easing, retirou do mercado mais de US$ 6 trilhões do mercado, em títulos do tesouro, títulos hipotecários e títulos corporativos. Se o FED resolver devolvê-los ao mercado vai produzir um efeito oposto à ação de compra do tesouro.

    O governo dos EUA parece ter objetivos contraditórios: de um lado espera turbinar a economia com redução de impostos, taxação das exportações e redução da inflação. De outro lado, coloca no banco central um executivo que quer acabar com o Quantitative Easing, inicia uma guerra que gera um enorme choque inflacionário e, de quebra, corta impostos, elevando o déficit. Vista dessa forma, a política econômica dos EUA não é tão diferente da nossa!.

  • B3 prevê reabertura do mercado a partir de 12h30 após problemas em Câmara

    B3 prevê reabertura do mercado a partir de 12h30 após problemas em Câmara

    A B3 informou nesta sexta-feira (31) que segue trabalhando na disponibilização de arquivos para os participantes do mercado, na abertura da Câmara B3 e na normalização das negociações, após os atrasos operacionais que impediram a abertura regular do pregão pela manhã.

    Segundo atualização divulgada pela bolsa, os contratos futuros de dólar, incluindo DOL, DR1, FRP0 e FRP1, tiveram a negociação liberada às 9h35. Já os contratos de mini-índice (WIN) e mini-dólar (WDO), que tiveram sua abertura adiada mais cedo, têm previsão de iniciar as negociações às 12h30, com leilão de pré-abertura marcado para 12h28.

    A B3 também informou que todos os demais ativos e contratos negociados na bolsa deverão começar a ser liberados a partir das 12h30, quando ocorrerá o encerramento gradual dos leilões que mantiveram os mercados paralisados durante a manhã.

  • Vale solta resultado

    Vale solta resultado

    🔋 Outro destaque foi a divisão de metais básicos. O cobre e o níquel apresentaram forte evolução operacional, levando a Vale a elevar suas projeções de produção e reduzir as estimativas de custos dessas operações. Esse segmento vem ganhando importância na estratégia da empresa, impulsionado pela demanda ligada à eletrificação e à transição energética.

    ⛏️ A Vale entregou um resultado melhor do que o mercado esperava no segundo trimestre, mas os números exigem uma leitura além do lucro líquido.

    📉 À primeira vista, o lucro caiu 43% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 6,8 bilhões. Esse dado, porém, foi fortemente influenciado pela valorização do real frente ao dólar e pelo aumento dos custos. Como a Vale vende em dólar e divulga seus resultados em reais, a apreciação da moeda brasileira reduz o lucro contábil.

    💰 Por outro lado, a operação continuou mostrando força. A receita cresceu 6%, para R$ 53 bilhões, e a geração de caixa permaneceu robusta. A companhia anunciou dividendos de R$ 2,03 por ação, além de um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, equivalente a cerca de 2,3% do capital.

    ⚠️ O principal ponto de atenção ficou com o minério de ferro. A Vale revisou para cima sua projeção de custos para 2026, refletindo principalmente a valorização do real e o aumento das despesas com combustíveis e fretes. A boa notícia é que essa revisão já era amplamente esperada pelos analistas e, por isso, não deve alterar de forma significativa a visão do mercado sobre a companhia.

    📊 No conjunto, o balanço reforça uma Vale que continua gerando muito caixa, remunerando seus acionistas e avançando em projetos importantes de crescimento, embora ainda enfrente um ambiente de custos mais elevados para o minério de ferro.

    🇺🇸 A reação inicial do mercado é moderadamente positiva: no pré-mercado de Nova York, o ADR da Vale era negociado a US$ 15,02, com alta de 0,13%.

    #Vale #Dividendos #Investimentos #Ações
  • 🏦 Santander: um resultado que deixou o mercado desconfortável.

    🏦 Santander: um resultado que deixou o mercado desconfortável.

    Esse bloco, ou parágrafo estava vazio, por isso o resumo ficou em branco, vmaos testar….

    As ações do Santander Brasil recuaram fortemente após a divulgação do balanço do 2º trimestre. O mercado esperava um desempenho sólido, mas alguns indicadores vieram abaixo das expectativas.

    O principal ponto de preocupação foi o aumento das provisões para perdas com crédito. Quando um banco eleva esse colchão de proteção, normalmente está sinalizando uma visão mais cautelosa sobre a qualidade da carteira de empréstimos ou sobre o ambiente econômico.

    Além disso, as receitas cresceram menos do que o esperado, limitando a expansão do lucro e frustrando parte dos investidores.

    Nem tudo, porém, foi negativo.

    A qualidade operacional permaneceu consistente em diversas linhas de negócio e alguns analistas destacaram que a reação da Bolsa pode ter sido mais intensa do que a deterioração efetiva dos fundamentos. Isso ajuda a explicar por que parte do mercado continua enxergando potencial para as ações no médio prazo.

    Esse episódio mostra algo elementar para quem investe em bancos:  o mercado acompanha de perto indicadores como margem financeira, provisões, inadimplência, eficiência operacional e geração recorrente de receitas.

    Em um setor altamente sensível ao ciclo econômico e aos juros, pequenas mudanças nessas métricas podem provocar grandes movimentos nas ações.

    Com esse resultado mostrando os estragos dos juros altos, da desaceleração da economia e da forte volatilidade dos preços internacionais de commodities, os investidores ficarão de olho nos próximos balanços de bancos. Hoje o índice IFNC, índice que agraga empresas do setor financeiro, está em queda de 1,5%.

    #ações #investimentos #balanços #bancos

    📊 O balanço do Santander reforça que, no mercado financeiro, a direção dos números costuma ser tão importante quanto o resultado em si.

    Se for um carrossel, esse conteúdo pode ser dividido em 5 a 6 slides, tornando a leitura mais dinâmica e aumentando a retenção do público.