SELIC 15,00% ▲ 0,00pp IBOVESPA 132.480 ▼ 0,4% IPCA (12m) 4,2% ▲ 0,1pp USD/BRL 5,42 ▼ 0,2% CDI 14,90% — estável IFIX 3.310 ▲ 0,3% SELIC 15,00% ▲ 0,00pp IBOVESPA 132.480 ▼ 0,4% IPCA (12m) 4,2% ▲ 0,1pp USD/BRL 5,42 ▼ 0,2% CDI 14,90% — estável IFIX 3.310 ▲ 0,3%

A semana começa mal para ativos brasileiros.

O Ibovespa apresenta uma queda de 1,65%, aos 165.143 pontos, em função da queda das petroleiras e da forte alta dos juros. O real também não resistiu e o dólar está subindo 1,1%, saindo a R$ 5,50.

O petróleo caiu dos US$ 117 o barril do tipo Brent na sexta-feira, para os US$ 102 hoje. O governo dos EUA, tendo Donald Trump e seus tuítes à frente, anuncia ao mundo que a guerra contra o Irã está perto do fim, por meio de um. Acordo. Além disso, o próprio Trump anunciou que vai parar de enviar ajuda financeira a Israel. É difícil saber, com alguma certeza, o que é possível ou não nesse campo. Até o final de semana, o governo Trump estava ameaçando destruir a montanha Pickaxe, suspeita de abrigar o complexo nuclear do Irã. O governo iraniano, por sua vez, estava enviando a mensagem clara de que iria destruir a infraestrutura petrolífera e de dados dos países do golfo, caso os EUA atacassem novamente. Hoje mesmo, os EUA atacaram a ilha de Qeshm, alegando caráter defensivo, seja lá o que isso significar. O fato é que, com todos os olhos voltados à eleição dos EUA, ninguém está muito preocupado em verificar profundamente a objetividade desse cenário de paz. Na dúvida, o mercado derrubou as cotações do petróleo em US$ 15 em apenas dois pregões. Com essa queda,  Petrobrás, Prio, Brava e PetroReconcavo estão caindo forte, arrastando o Ibovespa, que estava fraco. Veja o gráfico do Ibovespa:

Ibovespa

Além da queda do petróleo, o mercado está caindo por conta da incerteza em relação ao cenário fiscal. Além da indeterminação quanto ao futuro Ministério da Fazenda, o mercado passou a refletir as preocupações em relação às propostas feitas por André Lara Resende, um “amigo” do governo, que está sugerindo derrubar os juros até 3% para resolver o problema fiscal do Brasil (em relação ao artigo dele, farei uma postagem específica em breve). Com a possibilidade de um intervenção drástica na política monetária, a percepção de risco em relação aos ativos brasileiros disparou. A conta, como já é conhecida de todos nós, é que a incerteza em relação ao futuro da política fiscal faz os investidores fugirem dos ativos brasileiros. Além disso, as expectativas em relação à inflação dispararam, com destaque para os números do Itaú, que levou o IPCA esperado para 2027 de 4,6% para 6,1%. Com inflação esperada mais alta e enorme incerteza fiscal, a porta de saída fica pequena para os investidores que querem pular fora. As taxas de juros para 2036, negociadas na B3 subiram forte deste a semana passada:

DIF36

O movimento atual está dentro do esperado. As fortes apostas do mercado na vitória de Flávio Bolsonaro ainda estão sendo desmontadas, o que leva o mercado ladeira abaixo. O quanto pode cair? A ideia é ficar de olho nos fluxos de saída. Quando eles pararem, o mercado ficará estável. Isso não está acontecendo agora.


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